Foto - Fernando Rozano.

Saudade em gotas.
Aos poucos integro sorriso e lágrima alegria de pétalas e banho de vida o amanhecer derramado nos olhos de meu amado. Pulsam raios tímidos em formosura, sementes de luz se espalham terrenas, pingos dourados cobrem lembranças por onde caminha a menina de tranças. Elevo ao pensar rústicas flores libero a dança e seu lirismo, arte a correr em versos chuvosos. Sem mais rodopios olho pela janela pintura na tela de forma poética. E aquele moço que espanta a tristeza o que faz fora desse instante? Fosse ele um beija-flor decifraria minha saudade em gotas e pelas cores de suas nuances surgiria junto ao perfume da vida por ela só.
Eliane Alcântara. 24/01/06. 09h e 09 min
Escrito por Eliane Alcântara. às 09h24
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Quebra-cabeça.
Ondas circundam alheios suspiros, figuras de um novo pensar presas a um cálido olhar. Lembranças geométricas, vida em tiras, medidas cabíveis ao homem se este crê no que vê sem tocar. É como dar alma a peixes, cavalo-marinho, frescor da mente, criatura e criação. Formas perdidas em claridade sombras mentais, mar secreto. É misturar o belo e o rebuscado, engolir brisa na face e dopar a pele, visões janelísticas, sem limites. Montar a realidade é ao cubo de um anexo anexar ao novo o desejo fronteiriço e delimitar sem marcos o inesgotável nascer de todos os dias. Simples assim.
Eliane Alcântara. 22/01/06. 12h e 12 min
Escrito por Eliane Alcântara. às 12h31
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