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Um beijo nos olhos!
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The soul selects her own society, Then shuts the door; On her divine majority Obtrude no more
Unmoved, she notes the chariots pausing At her low gate; Unmoved, an emperor be kneeling Upon her mat.
I've known her from an ample nation choose one; Then close the valves of her attention Like stone.
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A alma escolheu sua companhia e a porta fechou; sua divina maioridade ninguém mais penetrou.
Imóvel ela viu a carruagem transpondo o seu baixo portal; imóvel, e o imperador ajoelhou-se em seu umbral.
Ouvi dizer que de uma vasta nação só escolheu alguém; depois as válvulas fechadas da atenção como pedra retém.
Emily Dickinson (Retirado do livro Memória e Sociedade - Ecléa Bosi, pg 45).
Escrito por Eliane Alcântara. às 15h59
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Restaura-Ação.
É dia e colho os frutos luzidos, boca extasiada em sagrado manto. Vem-me aos sonhos encanto boêmio curva&fragmentos no céu por entre galhos, azul de um verbo preciso na pele sede em contornos no quase teto, violões, calçadas, mesas, passos e retratos, engenharia de meus suspiros nas pautas, porta forte para o encontro aconchego de um abrir em chegadas, estreito silêncio, enquanto ora a natureza, borrões de tinta fresca ou o descascar religioso dos anos no coração dos pedestres despercebidos.
Eliane Alcântara. 14/01/06. 13h e 48 min
Escrito por Eliane Alcântara. às 13h58
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Embrulho.
Minha boca vestida de murmúrio geme a saudade de praças sorrisos em lentes/olhos, avisos de fios. Finda meu tempo de lamparina reina meu prazo de eletricidade. Nada sou de um grão partido creio no presente, semente inteira. Minha voz de carência acredita, meu grito não se cala ante a beleza e o futuro do que está a iniciar. Colho de vistas o fundo, visito a clemência por luzes e em cada fantasma deste tormento filtro lembranças que são de outros nos detalhes de cada choro e riso no tempo esquecido por eles mesmos e perpetuado por grandes artistas, arquitetos, pedreiros, pintores, paisagistas, sem noções do poder de sua magia, embrulhada nas poções do modernismo.
Eliane Alcântara. 13/01/06. 20h
Escrito por Eliane Alcântara. às 09h38
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Explicada a razão de meus roubos fico bem mais tranqüila. rs*

http://fernandorozano.nafoto.net/photo20060101075833.html
Desejo (s).
Esperança nas cores ou diríamos confiança? Arde-me os olhos, os teus em distância. Cuido loucos instantes, perdidos pensares.
Quero remanejar a idéia azul para perto... De meus dedos fluem coisas, encantos vermelhos, pequenas chamas de utopia sincera.
Quebro o ar com a linha vida, broto. Nos fios nossas falas, terra e mar perfuram. Transparência de segredos, desenhos, formas inimagináveis aos cegos.
Vem branca a nuvem vontade no verde de meu grito amarelo. Elo em que sonata o prazer, acolhedor vitral de dançantes imagens.
Seja florido o amanhã deste sonho em que pintam as paredes com desejos!
Eliane Alcântara. 13/01/01. 19h
Escrito por Eliane Alcântara. às 19h03
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Estou um pouco assustada comigo... Tenho virado uma ladra de primeira. rs* Por uma boa causa...

http://fernandorozano.nafoto.net/photo20060108183106.html
Jogo de imagens.
Das cortinas que balançam o vento dentro das pupilas retiro o musgo da imaginação de forma delicada e bebo de teu sentir um pouco do que mistificas. Nada sei de esquecido, de lembranças na finura das mãos ou a lacônica vírgula em pertinente grito pelo caminho. Rezo em três ou quatro ave-marias a desenvoltura de tuas paragens e acolho no sobrado de portas fechadas a manhã virtuosa de teus olhos, santos eclipses, a emoldurar o amanhã de muitos. Na tinta de tua visão há o eterno moldado pelo tempo, raiz operante nos versos, a despir-me para a memória.
Eliane Alcântara. 13/01/06. 17h e 25 min
Escrito por Eliane Alcântara. às 17h27
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Ok... Assumo... Foi roubo... Ou apenas peguei emprestado: http://fernandorozano.nafoto.net/photo20060112214442.html

Flamejante.
Passei a tarde entardecendo... Esperando tua chegada bem sabes onde. Tua fala, teu sorriso em letras, tuas mãos, olhos no relógio, pulso a bater acelerado.
Contei os segundos de um tempo, este cheio de encantos, verdades, palavras... Sorri para aquela foto, teu gosto em dizer sim, tua vontade presa em um não, livre em mais.
Busquei o aquário para mais perto, ver-te nadando em cores alegrou-me o dia. E se tu fosses peixe e eu água? Sou terra. E se fôssemos líquidos em pensamentos?
Parei as horas para correr com o poema antes da noite bordar o silêncio - férias - e a madrugada tocar vazia aquela voz - nossa sem ser. Tua por me ouvires sem cantar.
Bebi o sinônimo da paixão, ri das trocas, amei descobertas, descobri olhares em segundos. E das tardes que brotam em meu ser dou-te uma nova (só) pelo prazer de saber-te...
Eliane Alcântara. 13/01/06. 15h e 50 min
Escrito por Eliane Alcântara. às 16h08
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